O que é tudo isso? A vida me parece tao incompreensível, sometimes. Tudo é tao belo, ao passo que parece tao sem sentido noutro minuto. Será que é necessário mesmo viver saltando de tao alto para mergulhar nessa profundidade tao assustadoramente escura e desconhecida? Percebo que sou uma pessoa de perguntas. Respostas possuo bem poucas, quiça nenhuma.
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Desafios da Estrada
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Os desafios da estrada Nossas escolhas sao geralmente nosso apogeu ou nossa pedra de tropeço. Essa verdade pode nos destruir em ambas as vértices. No apogeu, corre-se o risco de inflar para as alturas o ego e reduzir o ser ao pó antes mesmo de ser pó. Na outra situaçao, traz a mesma consequência por outra via: a autopunição pela vida que deu errado. Viver é uma arte, como ja disse alguém... Mas se é uma arte, é preciso talento para ser artista. E para aqueles desprovidos de talento o caminho puro e certo é sucumbir? Tenho me feito muitas perguntas e chego a pensar que é uma lástima ser questionadora em demasia. Sorte tem os tolos que se conformam com meia dúzia de verdades contados atrás de um púlpito de um templo qualquer, um por um 'cara''que da noite para o dia descobriu todos os segredos para ter êxito em tudo e que sabe vender muito bem sua 'descoberta', a tal ponto de criar uma legião de adeptos ao treinamento milagroso - só que o milagre no final da contas só...
A necessidade de escrever ✍🏼
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A gente vai acumulando dias, experiências, emoções e o novelo vai aumentando… É como se fosse um novelo de lã: o eixo central somos nós e o fio é tudo que vamos vivendo. Colocar em palavras toda a carga de emoções é uma necessidade tão precisa e tão séria feito respirar. As palavras parecem presas na minha garganta e me sinto amordaçar por elas. Meu pensamento vagueia sempre em busca da racionalização desse desejo, desse anseio, dessa vontade de não sei o quê; transpor para as palavras me parece a única saída para não ser arrastada por essa correnteza feroz. Hoje, revendo meu rosto no espelho, poucos minutos antes de iniciar esse texto, vi olhos tristes, mais tristes que outrora. Eles não eram assim… Ou sempre foram? Agora não sei bem! A gente costuma lembrar somente das últimas músicas ouvidas ou das últimas páginas lidas. O que sei é que hoje, meus olhos transbordam as emoções que eu já não consigo conter. Não há desespero neles. Não dói para dilacerar… É uma d...